segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Curta e rosa !


O mundo cólica tem como temas centrais a mulher e as dores (do mundo) mas não é sempre que nos utilizamos dos dois temas.Infelizmente hoje o Brasil ta mobilizado por um único caso que envolve os dois,o caso da aluna Geyse.Pode ser que a mídia esteja fazendo sensacionalismo desse assunto sim,mas todo mundo tem que falar mesmo pra ajudar a quebrar o tabu que se tornou,e agora minha vez de ser CURTA E ROSA com esse assunto!

Alunos de uma faculdade particular de São Paulo resolvem que o vestido que Geyse traja não é adequado para o ambiente.Ok,um vestido na altura dos joelhos e com manga comprida não pode ser adequada para o ambiente? Com essa moral lá em baixo que eles ficaram agora ela pode ir até pelada,se quiser.
E até que ponto a cor de uma roupa influi no comprimento? Porque eu sinceramente não vejo relação nenhuma,que não seja estética,entre a cor e o modelo.Muitos,quando viram que não teriam o apoio geral da nação por ter insultado a Geyse daquela maneira e vendo que foi um absurdo o pretexto que usaram para não assistir aula começaram a alegar que não era tanto o comprimento e sim a cor.Isso só me faz ter mais certeza de que são um bando de rebelde sem causa afim de fazer baderna usando como pretexto o primeiro motivo que tiveram,que nem foi um bom motivo,diga-se de passagem.E isso me admira,os caras estão lá dentro de uma faculdade no auge do estimulo da criatividade para ter sucesso profissional e não arranjaram nada melhor que um vestido? tsc...
Algumas pessoas também dizem que isso teve como percussores viados,invejosas e feias, o que eu tenho á dizer é o seguinte: Antes de serem viados,invejosas ou feias são fúteis.
Hipócritas aleijados hahahaha
Isso me faz pensar porque tantas mulheres lutaram por liberdade no passado, queimando sutiã,se hoje em dia as mesmas mulheres insistem em julgar e debater negativamente assuntos que mereciam seu total apoio? Esse é um ato que faz uma sociedade se tornar retrograda e talvez o futuro repita o passado: mulheres submetidas á certos absurdos por não apoiarem umas as outras e lá vem mais uma revolução,isso se não acabarem se acostumando em ser submissas.Porque a sociedade atravessa uma nova era,ninguém tem mais o gosto de gás de antigamente,ninguém quer ir para as ruas protestar,então se tudo que aconteceu no passado se repetir,sinto em informá-las, vai perdurar até que a raça humana seja extinta.


e eu cito dois trechos “antigos-atuais” que servem para o ocorrido:


“Eu vejo o futuro repetir o passado,eu vejo um museu de grandes novidades...”

(O tempo não pára-Cazuza)


“Ninguém respeita a constituição,mas todos acreditam no futuro da nação...”

(Que país é este? – Legião Urbana)


Sabrina Sato na frente da Uniban.


@nah_pereira

sábado, 7 de novembro de 2009

Descobri que sou um exemplo de vida;

Vou contar a minha história de vida,muito dura por sinal,porque são 23:25 de uma sexta-feira e eu estou em casa.
Á começar da infância,quando eu tinha seis anos de idade morava no interior do interior do meu estado (Acre),a economia da minha pequena e humilde cidade é comandada pela agricultura,sendo assim meus 10 irmãos trabalhavam na colheita da cana-de-açúcar com meu painho.Sim,meus pais são baianos e foram para o Acre em busca de melhores condições de vida.Eu não podia trabalhar na cana por ser alcoólatra em tratamento.mentira.Por eu ser muito pequena,então eu ficava em casa ajudando a minha mainha em tarefas domésticas como enganar as galinhas que estavam sendo alimentadas.Funcionava assim: eu triturava qualquer coisa e jogava,elas corriam felizes á se alimentar,eu sempre sentia um ar de decepção em algumas mas não tínhamos dinheiro para o milho.Eu também adorava correr atrás delas para que minha mãe a matasse e garantisse o nosso almoço.
Quando fui crescendo tive que ir pra colheita da cana também,e foi aí que me tornei alcoólatra.Mentira de novo.Enfim,fui trabalhar na cana junto de meus 10 queridos irmãos,eram todos adolescente e não sabiam ler,escrever e nem contar,tão pouco eu.Ficavamos no sol fervendo
das quatro da manhã até ás seis da tarde.(não preciso de bronzeamento artificial até hoje.)
Certo dia voltando do trampo,de metrô,opa...de carroça,cheguei em casa e me deparei com uma puta surpresa: UMA TV EM CASA.
Ok,meu pai tinha encontrado no lixão e não servia pra nada,só pra guardar objetos dentro.Mas mesmo assim me senti feliz em ter uma Tv em casa e gostava de fantasiar que eu tava assistindo Domingo da gente.Mais tarde tivemos uma Tv que funcionava de verdade e era colorida,igual o CINE .Tv radical.E ela ficava no quarto,uma TV no quarto,UAU.Tá que ficava no quarto porque era o único cômodo que tinha em casa.
Falando nesse assunto de quarto tenho que falar como era a arrumação de dormir na minha casa com tanta gente;Meu irmão mais velho dormia na rede,ele se babava inteiro e sempre tinha uma perna para fora,passava mais uma rede por cima dele e lá estavam dois irmãos magrelas,lutando bravamente por espaço,mais umas 5 redes passadas uma por cima das outras e á cada rede duas ou mais crianças.Painho e Mainha não dormiam,passavam a noite inteira conversando,era um casal louco por diálogo,conversavam que tanto que chegavam a ficar ofegantes.Mainha
chorava...chorava que gemia,gemia muito,coitada!(ou safada!)
Quando me tornei adolescente e descobrir que mainha não gemia de tanto chorar e sim de tanto dar me orgulhei do meu painho,era uma cara guerreiro que passava o dia inteiro enfrentando um trabalho duro e depois ainda tinha que continuar toda a madrugada duro,safado!(ou coitado!)
Foi daí que surgiram mais 5 irmãos,alguns já crescidos foram tentar a vida em São Paulo,a que mais teve sorte foi Clotilde Andrelina tornou-se prostituta e seu nome de guerra é Bruna surfistinha.
E eu vim pra São Luis,uma ilha no Maranhão,curtir o São João... catando latinhas!
e a minha saga continua.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009




a rua.

Para começar,quero dizer que pessoas como nós intitulamos as coisas de “mundo”.Assim sendo...

O mundo da rua nos mostra muita coisa.cada coisa.E nos cede muitos caminhos nos quais podemos seguir ao mesmo tempo.E isso é diferente de todos os outros mundos.
Eu estava andando meio reclusa.Andando mesmo.Até encontrar a rua de mim e eu decidi não sei o porque e não sei de onde tirei a coragem pra escolher entrar e viver,ela.
Não posso mentir,estou gostando, era um mundo carente da minha confiança agora ele é rico de toda ela.É verdade que com tantas possibilidades de caminhos a gente fica animado e quer todos,e isso pode.Mas também é verdade que alguma hora esses caminhos se cruzam e parece que eles não se dão tão bem e aí sai faísca.A vitima é quem resolveu experimentar claro,nunca a rua.Afinal de contas foi ela quem deu a possibilidade dos caminhos e se a vitima fosse ela seriam tão ingratos quanto eu com eles quando se cruzam.Ah,fico furiosa.


A rua é boa mas não é perfeita,como todos os mundos.Mas digo,é a melhor de todos os mundos que existem em seu mundo.

@nah_pereira
só pra lembrar,hoje é um dia importante:
-Aniversário da minha velhaaaaaaa mamãe *-* essa maravilhosa, te amo s2
- Aniversário de uma velhaaaaaaaaa amiga. karen *-* no auge dos seus 17 anos *-* te amo s2
- E hoje é dia do flamenguista .Meu dia. desculpa -q (H)




terça-feira, 13 de outubro de 2009

Um bom dia!
Não postei ontem porque não deu, mesmo. Mas postarei hoje,já que todos os dias temos crianças,então todos os dias podem ser seus dias e este é o meu tema.
Fiquei observando e ontem todo mundo era criança. Não faz sentido.Tudo bem,gente,a infância é mesmo uma fase linda mas para algumas pessoas já passou e isso precisa ser reconhecido.Não falo de pessoas “adultas” que intitulamos de “infantis” falo de pessoas adultas que agem como adultas e que no dia das crianças esperam um “feliz dia das crianças” e dos adultos que desejam isso á outros “adultos”.Pára,ninguém sabe mais o que é ser criança? Mas se ninguém obedece aos mandamentos quando ele diz :Não tomarás em vão o nome do senhor, o teu Deus.O que não farão com o nome criança,infância,etc.né?!
Criança é brincar na rua,em casa,seja lá onde for de calcinha/cueca sem vergonha,sem preocupação,de forma natural.Onde já se viu um adulto andar por aí de calcinha/cueca? no mínimo é um doente mental que não sabe o que ta fazendo,e o impacto que ta causando nos mesmo adultos que outrora chamam adultos de crianças.Criança é ser livre dos conceitos de todas as coisas,é ser extremamente sincero,mesmo que seja educado para se calar diante ás verdades dos adultos.Os adultos sabem bem o que devem falar, para quem e aonde.
As crianças são tomadas pela inocência,os adultos agem premeditando tudo,mesmo que seja involuntário.
Eu concordo que sempre fica um pouco de criança,mas não é a mesma criança,a criança do dia de hoje já se fora até pra quem é pré-adolescente nos dias de hoje.Sorte de quem teve os dias de infância prolongados,em alguns anos atrás,quando criança vivia de infância,de escola,de brinquedos e de brincadeiras.
Ás vezes,já aconteceu comigo muitas vezes aliás,nos pegamos pensando:Mas que atitude infantil eu tomei,pareci criança.
Pois é, isso pra mim é mais um reflexo de algo dentro de nós que faltou amadurecer, que não conseguiu acompanhar todos os períodos de transição pelo qual já passamos até então. Algo que paralizou-se na infância e que agora ta sendo massacrado por todos nossos outros “algos” da personalidade que nos fazem ser quem somos.É isso que eu acho! Então é mais cabível desejar um bom dia á todos e um feliz dia das crianças ás crianças! (atrasados)
Pois este é um bom dia para relembrar as peripécias, a escola, as primeiras amizades, as bobeiras engraçadas que fazíamos (que hoje são bobeiras), pra relembrar os avós, os passeios, as brincadeiras preferidas e pra sentir que um dia você foi criança, mas que a energia e o cheiro deste dia continua igual ou melhor ao dia que você acordava e era recebido com presentes por todos os lados, coisas simples de crianças que nos faziam tão felizes. O dia continua o mesmo,mas você não mais.
@nah_pereira

sábado, 26 de setembro de 2009

Baú de memórias betlemaniacas



Sempre fui fã dos Beatles, gosto passado de mãe para filha, e não é de suspeitar que quando saíram os discos remasterizados fui diretamente ás lojas Americanas para comprá-los: nada novo, as mesmas músicas que embalaram jovens das décadas de 60, só que com uma qualidade sonora melhor e uma linda arte de capa.


Cheguei em casa e parecia que tinha um disco de inéditas nas mãos: corri para o micro system e meio tremendo apertei o play.Torpor, eu fiquei em estado de torpor após o primeiro acorde Can’t buy me love.Era outra época, outra vida, outro eu.Sim, Beatles é como uma droga pra mim, sou viciada e fico em estado de ecstase.Achei que estava nas nuvens quando tocou Yellow Submirine , mas descobri que não ia para outra dimensão mas para outro tempo: 10 anos atrás, minha doce infância.Aos poucos a voz do John Lennon foi ficando mais baixa e o que eu ouvia agora era a voz da minha mãe cantando aquela rimada canção para que eu dormisse.


O quentinho do colchão, o cafuné nos meus cachinhos, o leite com biscoito Maizena ( que depois daria origem ao meu apelido , o abajur de estrelas e minha boneca chamada Rebeca, era tudo que eu via ao meu redor,e como um passe de mágica dormir de pantufas e lençol quentinho,] mesmo estado no sofá de casa, sozinha. Acordei seis horas da manhã, costas doloridas, frio, silêncio, mas no coração um calor familiar: terei 10 anos eternamente.


Obs : Redação escolar proposta para utilização da técnica do flash back.


Mah

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Carta depois de uma bebedeira sem fim


É sempre assim. Erro, digo que vou mudar e depois de uns dias faço tudo de novo.

Não sei o que quero, não sei no que acredito, não sei dizer o que é certo ou errado, não sei sobre nada. Ou talvez eu saiba o que quero e não faça nada pra conseguir, o que talvez seja pior. Dúvidas.

A única certeza que eu tenho é que já errei muito nessa curta vida e que todos os meus erros envolveram logo as pessoas que eu mais amava. Mentiras, decepções, quedas, bebedeiras, exageros. Todos os meus erros, todos com os meus amores. Será que eu amo mesmo?Será que eu sei o que é amor?Quem ama não faz metade das coisas que eu fiz.

Não, eu não amo.. Eu não sei pra que eu estou aqui, no final. Quais são os meus objetivos?O que eu vou fazer de bom pro mundo?O que eu faço de bom pra mim?Perguntas sem fim.

Eu preciso arcar com as minhas consequências. Lá vou eu mais uma vez dizer que vou mudar, que agora vai ser diferente. Ó, ciclo vicioso!Ó, ciclo triste!Mas antes de errar outra vez, eu tenho que pedir desculpas a vocês, pessoas que machuquei.Eu realmente acho que os amo, do meu jeito, errado como sempre, mas amo.


Mah

sábado, 29 de agosto de 2009

Luka


É incrível o quanto você se apega a um ser que não fala nenhuma palavra e ao mesmo tempo diz tanta coisa,quem tem um companheiro de estimação sabe o que eu to falando,(falo companheiro,porque eles são mais que só "animais de estimação").É aquele ser que tá ali,sempre pronto pra tentar te confortar,quando você chega da rua,te recebe com tanto carinho e excitação que a única coisa que consegue fazer é ficar totalmente inquieto até você falar com ele.

Te escuta como ninguém,e nunca te censura,te abraça e te lambe de um jeito honesto,sem nenhum tipo de interesse.Consegue expressar um amor puro,com um simples abanar de rabo.Te procura de noite pra dormir com aquela sensação de segurança e dorme um sono que desconhece preocupações,porque está ali com seu companheiro q não é só seu dono ou dona,é seu amigo,irmão,irmã,mãe,pai,guardião,é aquele companheiro por quem ele é capaz de ficar horas,até dias olhando uma porta só pra ver chegar e fazer aquela festa cheia de latidos pulos e alegrias.


Eu tenho uma relação dessas com a Luka,minha cachorra,que já chorou,latiu e fez aquela cara de alivio botando a língua pra fora,do meu lado e do lado da minha família que também é tanto minha família quanto dela.É engraçado que eu sempre vi ela ali,sempre imaginei ela perto,nunca imaginei ela envelhecendo.E um dia vem um susto um baque da vida,pra avisar que nada é para sempre,a Luka minha companheira,que eu gosto de chamar de irmã,está com catarata em um dos olhos.As escadas que ela descia com rapidez sempre que escuta uma voz amiga e conhecida no portão,agora precisam de mais cuidado e mais tempo para serem percorridas,as camas que ela procura refugio,as vezes encontra dificuldades para subir,mas claro que sempre eu e minha família tentamos retribuir todo o carinho que ela dá para gente.Porque ela merece,já que transmite um amor tão sincero,puro e leal,apenas com seus gestos e seu olhar.E em troca só pede que retribuamos da mesma forma,com carinho,amor e atenção.



Targino